
Catava garrafas do Guaraná Libertador quando criança, carregava num carrinho de mão, para ganhar um trocado e interar com a mesada que meu avó Raimundo Madrid me dava pra ir a matinê do Cine Poeirinha, o Cine Recreio. A fábrica do Libertador ficava à beira do rio Acre, ali próximo as mangueiras da Gameleira - as frondosas que por décadas nos alimentaram. Na rua Eduardo Assmar, local onde se concentrava o comércio tradicional de Rio Branco.
O Libertador era o must na mesa aos finais de semana, meu avó também comerciante do local, trazia garrafas e mais garrafas para saborearmos. Mas, para mim não era apenas degustar o Libertador que interessava. Precisava aumentar a mesada para ir ao cinema e poder comprar bombons e pipoca, e principalmente pagar a entrada de algum amigo. Ai restava mesmo vender as garrafas do Libertador.
Com o trocado juntava o dinheiro para ir ao Poeirinha, e aproveitava para pagar a entrada do José Augusto, ele morava no bairro Quinze, e por muito tempo foi a minha referência de amor pelo cinema. Depois da sessão a gente sentava na calçada em frente a minha casa na Gameleira e ficávamos por hora falando do filme que havíamos assistido.
O Libertador foi realmente meu elixir preferido por seu sabor amazônico, mas o que mais me tocava na minha relação com esse maravilhoso produto era o fato de que sua existência nos permitia uma felicidade completa: vivíamos entre o gosto do Libertador e o amor louco pelo cinema.
O Libertador era o must na mesa aos finais de semana, meu avó também comerciante do local, trazia garrafas e mais garrafas para saborearmos. Mas, para mim não era apenas degustar o Libertador que interessava. Precisava aumentar a mesada para ir ao cinema e poder comprar bombons e pipoca, e principalmente pagar a entrada de algum amigo. Ai restava mesmo vender as garrafas do Libertador.
Com o trocado juntava o dinheiro para ir ao Poeirinha, e aproveitava para pagar a entrada do José Augusto, ele morava no bairro Quinze, e por muito tempo foi a minha referência de amor pelo cinema. Depois da sessão a gente sentava na calçada em frente a minha casa na Gameleira e ficávamos por hora falando do filme que havíamos assistido.
O Libertador foi realmente meu elixir preferido por seu sabor amazônico, mas o que mais me tocava na minha relação com esse maravilhoso produto era o fato de que sua existência nos permitia uma felicidade completa: vivíamos entre o gosto do Libertador e o amor louco pelo cinema.
